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POLÍTICA

Assembleia Legislativa debateu em Sinop a nova regulação no sistema de saúde

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), através do deputado Adenilson Rocha (PSDB), realizou audiência pública em Sinop – município localizado a 479 km de Cuiabá – na segunda-feira (4) para discutir o novo formato de regulação implantado no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Central de Regulação. De acordo com o parlamentar, a mudança está impactando nos serviços prestados à população da região Norte de Mato Grosso.  

O debate aconteceu na Câmara Municipal de Sinop. Rocha é o autor do requerimento solicitando a realização da audiência pública. Segundo ele, “a alteração no sistema de saúde precisa ser minuciosamente avaliada e discutida com todos os envolvidos, incluindo os gestores públicos, os profissionais de saúde e a sociedade civil organizada”, explicou o parlamentar. 

“A audiência foi provocada por vários secretários municipais de saúde da região Norte. Hoje, a demanda para o atendimento à saúde aumenta para Sinop e aumenta para todo o Estado. É preciso melhorar esse processo e, com isso, resolver esse conflito porque muitos (municípios) não sabem qual é o dever de cada um”, explicou Rocha.

Entre as dificuldades apontadas pelo parlamentar, durante a reunião, foi em relação a transparência e a responsabilidade do Estado, dos municípios e da União com o novo formato de regulação de saúde. 

“Sabemos que o Estado mudou o jeito de conduzir a regulação das vagas relacionadas ao atendimento da população. Mas apesar de a região Norte ter cinco hospitais regionais, com a nova regulamentação, os pacientes de todo Estado estão vindo para Sinop. É preciso que todos os agentes públicos (estado e municípios) se alinhem e coloquem na mesma mesa a regulação da saúde”, disse Rocha. 

Mas, de acordo com o deputado, é a união de gestão entre o estado e município de Sinop que vai melhorar a regulação dos serviços prestados pelo SUS. Para ele, outro gargalo é para o atendimento das pessoas vítimas de acidentes no trânsito de veículos. “Saímos da reunião com o conceito de que o trânsito causa um trauma, que acaba respingando no gasto com a saúde. Para isso, é preciso que a SES faça convênios de pequena complexidade nas cidades menores”, disse Rocha. 

Esses convênios, de acordo com Adenilson Rocha, “vão gerar economia também no transporte dos pacientes. Hoje, tirar um paciente de uma cidade para outra custa em média de cinco mil a dez mil reais. Um raio-x não custa isso”, explicou Rocha.

A diretora-regional da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Elaine Morita, afirmou que o funcionamento da Central Estadual de Regulação faz parte da Política Nacional de Regulação em Saúde, do Ministério da Saúde. Isso ocorreu através da portaria do Ministério da Saúde de nº 1.559/2008. 

“Todos os municípios mato-grossenses, pelo pacto da saúde que aconteceu através da portaria ministerial nº 399/2006, estão em gestão plena em relação a saúde. O SUS é um equipamento tripartite (estado, município e união), por isso o atendimento tem que ser integral, equânime e igualitário, independente do local onde a pessoa reside”, explicou Morita. 

Ela disse também que o município de Sinop está em gestão plena desde a pactuação de 2008 e que a atenção hospitalar está sob gestão estadual. De acordo com Morita, “o Hospital Regional Jorge Abreu não é uso fruto somente da população de Sinop. Se quiser atender exclusivamente a população de Sinop, ele precisa se organizar. Não ter somente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) credenciada junto ao Ministério da Saúde”. 

Morita disse ainda que o Hospital Jorge Abreu é para atender os pacientes de toda a macrorregião Norte e ainda receber pacientes de outras regiões do estado. “É para atender pacientes de alta complexidade. Não pode ser simplesmente absorvido para fazer atendimento de baixa complexidade. Para isso, temos as unidades de atendimento 24 horas”, explicou.  

A secretária municipal de Saúde de Sinop, Daniella Gallardo, afirmou que o novo formato de regulação está sendo discutido há mais de seis meses no município. Mas, segundo ela, tanto Sinop quanto outros municípios da região Norte têm sofridos com a mudança de atendimento à população assistida pelo SUS. 

“Hoje, temo que transportar pacientes que estão a 700 quilômetros de distância. Isso acaba gerando um custo maior com as ambulâncias e às casas de apoio, que está localizada em Cuiabá. Já aconteceu que em um único dia saíram 14 transferências para Alta Floresta, mas o município de Sinop tem apenas oito ambulâncias. Tivemos que fazer uma força tarefa, contratando serviços, para os pacientes não perderem as vagas de regulação”, disse Gallardo.

De acordo com o deputado, essa nova modalidade de regulação do SUS na região, está trazendo conflitos de entendimento e dificuldades à população. “É preciso dar transparência e, com isso, levar informação correta às pessoas que utilizam o novo sistema de regulação do SUS. Na região 36 municípios fazem parte desse sistema, onde os médicos direcionam os pacientes vão fazer o tratamento”, explicou o Rocha.

O parlamentar afirmou que na região há dificuldades de os municípios conseguirem vagas para o tratamento de alta complexidade. Segundo ele, o governo do estado “acusa os municípios de atender os serviços de atenção primária. É aqueda famosa discussão que o estado briga com o município e vice-versa. É preciso tratar essa discussão de forma transparente, para melhorar a saúde na região Norte”, disse Rocha. 

Para equalizar esse problema, o parlamentar sugere que seja feita parceria público-privada (PPP) e convênios entre os municípios com os hospitais privados e filantrópicos. “Não podemos deixar a população esperar. Não podemos esperar que as mortes virem apenas estatísticas. É preciso combater esse descaso. Não podemos assistir à população morrer por falta de saúde pública de qualidade”, explicou Adenilson Rocha.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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