Segundo o jornal El Pais , nas últimas horas, o Exército disse ter achado, em dois lugares diferentes, fraldas, um acessório para celular, uma toalha e um par de tênis a cerca de 600 metros do local onde o avião caiu.
Os vestígios encontrados, conforme os militares, são indicativos de que as crianças estão vivas, 23 dias após o acidente de avião que levou à morte de três adultos.
Além disso, os investigadores encontraram um abrigo construído com galhos, onde havia um tesoura, um prendedor de cabelo e uma maçã mordida. As autoridades acreditam que os irmãos conseguiram sobreviver à queda da aeronave sem ferimentos graves.
De acordo com as informações, não foram encontrados vestígios de sangue no entorno.
“Isso encoraja o esforço titânico da Operação Esperança, onde mais de 350 colombianos, incluindo instituições estatais, população civil e comunidades, usam todas as suas capacidades tecnológicas, conhecimentos e experiências para desafiar o impossível e trazer de volta as quatro crianças”, afirmou o Exército colombiano.
No último dia 18, Astrid Cáceres, a presidente do Instituto de Bem-Estar da Família, agência do governo da Colômbia responsável por crianças e que coordena buscas com as Forças Armadas do país, havia afirmado que as crianças tinham sido localizadas, estavam vivas e em uma aldeia indígena da região, de difícil acesso.
Cáceres, porém, voltou atrás e disse não saber onde elas estão. “Quem dera soubéssemos onde estão as crianças. Por isso estamos em operação de busca. A Operação Esperança (como foi batizada a mobilização que procura pelos sobreviventes) está nos dando luzes”, afirmou, em entrevista à rádio colombiana Caracol.
As buscas seguem por Lesly Jacobombaire Mucutuy, de 13 anos; Soleiny Jacobombaire Mucutuy, de 9 anos; Tien Noriel Ronoque Mucutuy, de 4 anos; e Cristin Neriman Ranoque Mucutuy, de 11 meses. O acidente ocorreu na província de Caquetá, localizada ao sul da Colômbia.
A aeronave que caiu era do modelo Cessna 206, decolou de Araracuara e tinha como destino a cidade de San Jose del Guaviare. Pouco depois da decolagem, o piloto informou ao centro de controle que estava com problemas no motor do avião e emitiu um alerta de socorro antes do veículo sumir dos radares.
O caso teve grande repercussão na Colômbia e há dias se especula se as crianças seriam encontradas com vida, já que apenas os corpos dos três adultos foram localizados.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.