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Brasil é apontado como o 11º país com maior índice de escravidão

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Os dados mostram que o Brasil possui cerca de 1 milhão de pessoas em trabalho análogo à escravidão
Reprodução/TV Bahia/Carta Capital – 24.05.2023

Os dados mostram que o Brasil possui cerca de 1 milhão de pessoas em trabalho análogo à escravidão

Um levantamento divulgado pela Global Slavery Index 2023 nesta quarta-feira (24), aponta que o Brasil possui mais de 1 milhão de pessoas que vivem em situação de ” escravidão contemporânea”. A pesquisa é feita pela organização Walk Free , que trabalha com direitos humanos e produz dados acerca da escravidão no mundo.

Os dados utilizados na pesquisa são de 2021, e mostram que cerca de 49,6 milhões de pessoas se encontram em situação de escravidão no mundo, sendo cerca de 1,05 milhão apenas no Brasil . A organização ainda aponta que entre 2018 e 2021, o número de escravos contemporâneos aumentou, com mais de 10 milhões de indivíduos sendo considerados.

Segundo a organização , o Brasil se encontra na 11ª posição com o maior número de pessoas em estado de escravidão contemporânea , no ranking que possui cerca de 160 países. A lista é liderada pela Índia (com 11 milhões), China (5,8 milhões) e Coreia do Norte (2,3 milhões). O top 10 fecha com os Estados Unidos, com cerca de 1,1 milhão de pessoas em tais condições.

A pesquisa fez um cálculo, levando em conta o número total de habitantes em cada país, para ver o percentual de ocorrência de escravidão contemporânea em cada caso. Com isso, a Coreia do Norte acaba liderando o ranking, com 104 pessoas escravizadas a cada mil habitantes, seguidas da Eritreia (90 pessoas) e da Mauritânia (32 pessoas).

Nesta perspectiva, o Brasil apresenta cerca de 5 pessoas escravizadas por mil habitantes, sendo classificado como “média/baixa” a ocorrência.

A Walk Free promoveu o levantamento pela quinta vez, sendo baseada em fatores individuais e sociais sobre a escravidão em cada país. São feitas entrevistas e coleta de dados quantitativos. Neste levantamento , pode-se verificar que 87 dos países analisados consideram o trabalho forçado como crime, e 137 tratam como crime de tráfico humano.

Eles ainda identificaram que “quase todos os governos do mundo se comprometeram a erradicar a escravidão moderna por meio de suas legislações e políticas nacionais”, mas que o processo segue “estagnado” desde 2018.

O que o estudo mostra é que o trabalho escravo tem prevalecido em países com baixa renda, e está ligado com as demandas dos países com alta renda.

Com isso, pode-se analisar que em 2021, os Estados participantes do G20 — com o Brasil incluso — movimentou US$ 468 bilhões em importações de produtos que podem estar ligados ao trabalho escravo . Desde montante, cerca de US$ 243,6 bilhões são advindos de produtos eletrônicos e US$ 160,6 bilhões do mercado de roupas e têxtil. Os Estados Unidos segue no primeiro lugar de importações, seguidos do Japão e da Alemanha.

Seguindo nesta análise, o Brasil fica em 15º lugar, movimentando cerca de US$ 5,6 bilhões em produtos com riscos de trabalho escravo . Os setores ao qual o país importou são relacionados a óleo de palma e painéis solares, vindo principalmente da China, Indonésia e Bangladesh. O estudo aponta que o Brasil tem também produtos advindos do trabalho escravo , sendo vistos na produção de café, cana-de-açúcar, madeira, carne bovina e roupas.

A Walk Free citou um destaque positivo para o Brasil , pela divulgação da “Lista Suja do Trabalho Escravo”, que tem sido feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que foi criada em 2003. A versão mais recente publicada é de abril deste ano, ao qual foram acrescentadas 132 nomes de empregadores que tenham apresentado trabalho análogo à escravidão .

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Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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