A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou uma ajuda de 17,6 bilhões de dólares para Israel em uma votação realizada nesta terça-feira (6). A rejeição veio, em maior parte, dos democratas, que consideraram a medida uma tentativa de impedir a aprovação de um projeto de lei de auxílio mais completo.
No total, 167 democratas e 13 republicanos votaram contra o texto após o presidente Joe Biden ameaçar vetar o pacote caso passasse no Congresso.
O plano de Biden é aprovar um projeto de lei que viabiliza auxílios para a Ucrânia e Israel, e propõe uma reforma no sistema migratório dos EUA. O ex-presidente Donald Trump, no entanto, já pediu para que os republicanos recusem esse projeto. Trump deseja que o pacote de ajuda seja separado da reforma migratória.
Muitos dos republicanos se opõem, inclusive, a aprovar fundos adicionais para Ucrânia. O argumento é de que a guerra está estagnada, sendo assim, o contribuinte não tem o dever de continuar financiando o conflito.
“Os democratas não conseguiram apresentar qualquer objeção política à legislação atual. É claro que estão, agora, empenhados em usar a ajuda para Israel como alavanca para impor outras prioridades que não apresentam, nem de perto, o mesmo grau de consenso”, disse o republicano Mike Johnson em comunicado.
Biden pede desde outubro que o auxílio aos dois países entrem em um mesmo pacote para facilitar a aprovação. “Apoiar este projeto de lei é confrontar [Vladimir] Putin. Opor-se a este projeto de lei joga a favor dele”, disse o presidente nesta terça.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.