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MATO GROSSO

Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do TCE-MT constata adequação de municípios à Política Nacional de Resíduos Sólidos

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Após oficiar os 141 municípios do estado sobre a necessidade de cumprimento do Marco Regulatório do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020), a Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) já constatou a adequação à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) em pelo menos 20 municípios da região Norte e o início dos trabalhos em Cuiabá e Várzea Grande, as duas maiores cidades do estado. 

Nesta quinta-feira (23), o presidente da Comissão, conselheiro Sérgio Ricardo, recebeu representantes da empresa que gerencia dois aterros sanitários, em Sinop e Sorriso, que recebem o lixo de 20 municípios da região do Norte e médio Norte. “Tivemos a grata satisfação de receber gestores e pessoas que estão ligadas à coleta e tratamento de todo lixo que esses municípios produzem, que não têm mais lixão. Isso demonstra que o processo está dando certo em Mato Grosso, isso é preservação do meio ambiente”. 

Nesse sentido, o conselheiro ressaltou que Cuiabá e Várzea Grande também acabaram de desativar o lixão, passando a utilizar um aterro sanitário legalmente composto e instalado. “As duas maiores cidades do estado já começam a correr atrás das soluções. Isso também vai servir de exemplo para todos os municípios. Nós já temos municípios que estão cumprindo integralmente as recomendações da Lei e as orientações do Tribunal de Contas”.

Conforme Sérgio Ricardo, o novo Marco Regulatório do Saneamento Básico obriga todos os municípios do Brasil a darem a destinação correta ao lixo e ao esgoto. “É uma forma de parar de poluir. Tudo vai se encaixando aos poucos, é uma cultura que passa a ser adotada por todos os municípios, por todos os cidadãos. É a evolução. Eu tenho certeza de que daqui a pouco todos os municípios depositarão o seu lixo em aterros sanitários já instalados. É o Tribunal de Contas cumprindo seu papel”. 

Representante da empresa que gerencia a coleta e tratamento do lixo dos 20 municípios da região Norte, Maria Inez Ferlin explicou como é feita a operacionalização dos resíduos sólidos para cuidar do meio ambiente com responsabilidade. “É preciso atender a todas as normas do meio ambiente, com os processos de monitoramento de resíduos sólidos em torno da fauna e flora, da água, tanto subterrâneo como superficial. Não dispensamos água no rio, fazemos o tratamento, a recirculação da água no próprio aterro, para gerar mais gás e, em breve, estaremos com uma unidade de captação de gás e geração de energia elétrica”. 

Ofício aos municípios

 O conselheiro Sérgio Ricardo solicitou informações acerca das políticas de gestão de resíduos sólidos dos 141 municípios do estado e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT). O ofício levou em consideração um levantamento de conformidade realizado pelo órgão.

No documento, além do diagnóstico da situação dos resíduos sólidos gerados no respectivo território e da identificação de áreas favoráveis para disposição final ambientalmente adequada de rejeitos, o conselheiro também solicitou os planos para construção e instalação de aterro sanitário.

“Todos os prazos estabelecidos pela Legislação referentes a implantação de aterros sanitários em substituição aos lixões, já estão vencidos. Assim, a partir deste novo marco regulatório, foi dada a oportunidade de adequação aos gestores e o Tribunal de Contas está muito atento a isso, cobrando de cada prefeitura, porque quem ganha com essas adequações é a sociedade. Todo gestor precisa ter uma política ambiental para o seu município”, finalizou Sérgio Ricardo.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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Fonte: TCE MT

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MATO GROSSO

Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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