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Comunidade Nova Esperança é acusa de irregularidades

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Deputada estadual, Mônica Deixas (PSOL-SP)
Alesp – 14.03.2022

Deputada estadual, Mônica Deixas (PSOL-SP)

Na última quarta-feira (03), as deputadas Sâmia Bonfim (PSOL) e Mônica Seixas (PSOL), e a vereadora Luana Alves (PSOL) abriram uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o Grupo de Assistência à Dependência Química Nova Aurora, ou mais conhecido como Comunidade Nova Esperança.

A prerrogativa é de que a instituição possuí irregularidades nas atividades ao qual se propõe. A Comunidade Nova Esperança prevê assistência “psicossocial e à saúde a portadores de distúrbios psíquicos, deficiência mental e dependência química e outros grupos semelhantes, tendo como finalidade a desintoxicação do paciente e a atividade de reestruturação física, mental e emocional”.

Entretanto, o documento apresenta que a instituição promove trabalhos “holísticos” nos tratamentos. No site da Comunidade Nova Esperança, é possível ver a seguinte rotina: “Todos os dias eles são orientados e envolvidos em atividades que se iniciam logo pela manhã e passam por higiene pessoal e do ambiente, exercícios físicos, atividades lúdicas, orientação espiritual sem motivação religiosa, atendimentos com os Conselheiros em Dependência Química, Psicólogos, Assistentes Sociais e Médicos, quando assim necessitar”.

As atividades consideradas “holísticas” são descritas como “não religiosas”, mas promovem conexão com a “crença” para que haja a “recuperação”. Este ponto está sendo discutido pelas deputadas na representação. Segundo o documento, há “religiosidade implícita” nas motivações, sendo a espiritualidade o fio condutor do tratamento psicológico e químico. Além disso, elas frisam que nesses casos é necessário o amparo científico para o tratamento, sendo também uma possível “violação da liberdade religiosa dos internados”, pois são obrigados a participar de rodas de oração recorrentes.

Vale ressaltar que a Comunidade Nova Esperança é contratada pelo Governo do Estado de São Paulo.

As deputadas levantam também a recente denúncia publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, ao qual um ex-paciente da Comunidade relata falta de médicos, medicamentos e a forte prática religiosa no local. “os pacientes formam uma roda antes das refeições e um membro da comunidade terapêutica reza um pai nosso”, diz a reportagem, além dos agradecimentos a Deus, que são recorrentes. Caso não seguissem, eram punidos com o desligamento do tratamento.

As parlamentares mostram que há a violação da liberdade religiosa, bem como as diretrizes das Comunidades Terapêuticas, apresentadas no artigo 6º, V, da Portaria 131/2012, do Ministério da Saúde. Nela, é expresso que tais comunidades devem “respeitar a orientação religiosa do residente, sem impor e sem cercear a participação em qualquer tipo de atividade religiosa durante a permanência na entidade”.

Para Seixas, ” esse modelo de comunidades terapêuticas abre espaço para práticas não científicas, já que essas instituições religiosas – como é o caso da Comunidade Nova Esperança – tem intenções ligadas a evangelização, o que não condiz com o estado laico”.

A deputada completa dizendo que a forma que se tem para contornar tais práticas é com o “investimento massivo em assistência social com a contratação de novos profissionais e um atendimento humanizado aos dependentes”.

A Comunidade Nova Esperança, segundo a reportagem da Folha de S.Paulo, recebe do Governo Estadual de São Paulo cerca de R$1.600 por dependente químico que é levado à instituição.

É pedido que seja aberto um inquérito de investigação acerca de possíveis irregularidades e ilegalidades na Comunidade Nova Esperança, sendo aberto denúncias caso cabíveis à instituição.

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Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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