De acordo com a agência de notícias KCNA, da Coreia do Norte , a ordem para o disparo do artefato foi assinada pelo líder do país, Kim Jong-un.
O míssil voou por 1 hora, 6 minutos e 55 segundos, atingindo uma altura máxima de 5.768 km antes de chegar à área definida, que ficava a 989 km de distância do local do lançamento.
Segundo a KCNA, o “exercício surpresa” foi “conduzido na situação atual em que as ameaças militares dos EUA e da Coreia do Sul estão ficando sérias a ponto de não poderem ser negligenciadas”.
A agência afirmou que a ação prova que a Coreia do Norte tem potencial “para fazer com que sua capacidade de contra-ataque nuclear seja fatal contra as forças hostis”.
O disparo foi feito um dia depois de a Coreia do Norte ameaçar uma represália caso os Estados Unidos e a Coreia do Sul continuassem os exercícios militares conjuntos. O próximo está previsto para ocorrer na semana que vem, em Washington.
“Caso os EUA e a Coreia do Sul ponham em prática o seu já anunciado plano de exercícios militares que a Coreia Norte, com justa apreensão e razão, considera como preparativos para uma guerra de agressão, enfrentarão reações fortes e persistentes sem precedentes”, disse o governo norte-coreano.
Para os EUA , o lançamento foi “uma violação flagrante de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas]”, declarou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Adrienne Watson.
“Embora [o Comando Indo-Pacífico dos EUA] tenha avaliado que não representa uma ameaça imediata ao pessoal dos EUA, ou território, ou aos nossos aliados, este lançamento aumenta desnecessariamente as tensões e corre o risco de desestabilizar a situação de segurança na região”, acrescentou.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.