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BRASIL

Da poluição ao berçário da vida marinha: passeio atrai turistas no Rio

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A presença dos botos é uma das atrações do berçário da vida marinha da Baía de Guanabara e do seu entorno, no Rio de Janeiro. O passeio ecológico tem conquistado turistas e moradores do próprio do estado e está localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, na região metropolitana do Rio.

O presidente da Cooperativa de Catadores de Caranguejo da Baía de Guanabara, Alaildo Malafaia, tem um olhar otimista pela presença dos animais na região. “O boto escolheu a Baía de Guanabara para se alimentar. O boto é indicador de água boa, se ele resiste é porque tem muita vida ainda”, disse à Agência Brasil, antes de sair para o passeio na condução de um barco.

A transformação do local, historicamente poluído, em uma área habitada por botos-cinza foi possível com ajuda de programas como o Guardiões do Mar, que desenvolve o projeto Caranguejo Uçá, que têm garantido a recuperação do manguezal e a renda dos catadores.

Duas vezes por ano, a organização não governamental realiza um dia de limpeza na Baía de Guanabara e retira toneladas de lixo que, se permanecerem no local, impactarão a vida do berçário marinho.

Cartões-postais

Guapimirim (RJ), 30/03/2023 - Uma Guarça-moura(Ardea cocoi) pousa perto de manguezal na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, Guapimirim, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasill Guapimirim (RJ), 30/03/2023 - Uma Guarça-moura(Ardea cocoi) pousa perto de manguezal na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, Guapimirim, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasill

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasill 

Depois de passar pelos rios Guapi-Macacu e Guaraí, acompanhado por garças, colhereiros-rosa e outras aves, o barco entra na Baía de Guanabara, onde se pode avistar cartões-postais da cidade do Rio de Janeiro. Entre eles estão o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e as cadeias montanhosas da região serrana do estado, onde se localiza o Dedo de Deus. Também é possível ver os currais de pesca espalhados no espelho d’água, que garantem a renda de pescadores artesanais.

“Os índios já pescavam assim, só que eles tiravam madeira de mangue para fazer os currais e continuaram por muitos anos”, contou o presidente da Cooperativa de catadores. Ele acrescentou que a construção começou a ser feita com eucalipto e bambu, depois da criação da APA Guapi, em 1984, para inibir o desmatamento no manguezal, que anteriormente era provocado pela atuação de olarias na produção de tijolos.

Balneário

A etapa seguinte do passeio é uma visita por terra ao Píer da Piedade e à Praia do Remanso, a única com balneabilidade da Baía de Guanabara. A praia recebeu o selo internacional de preservação ambiental pela Foundation for Environmental Education. De lá, a próxima parada é a visita à Igreja de São Francisco do Croará, que tem imagens trazidas de Macau e, por isso, os santos têm características orientais. Na mesma região, uma outra atração é o Mirante de Mauá.

Estação de trem

Mauá (RJ), 30/03/2023 - Estação ferroviária Guia de Pacobaíba, a primeira estação ferroviária do Brasil, inaugurada em 30 de abril de 1854 com a presença do imperador D. Pedro II. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Mauá (RJ), 30/03/2023 - Estação ferroviária Guia de Pacobaíba, a primeira estação ferroviária do Brasil, inaugurada em 30 de abril de 1854 com a presença do imperador D. Pedro II. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Tânia Rêgo/Agência Brasil 

O último ponto da viagem é a Guia de Pacobaíba, inaugurada em 30 de abril de 1854 como estação inicial da Estrada de Ferro Mauá. Essa é a primeira estação de trens no Brasil e atualmente é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em 1945 recebeu então o nome de Guia de Pacobaíba, que é o local da freguesia onde está erguida. Inicialmente, havia 14,5 quilômetros de via férrea no Brasil, ligando Porto de Estrela, atualmente Porto Mauá, em direção a Petrópolis.

*A repórter e a fotógrafa viajaram a convite da Fundação Boticário

Fonte: EBC GERAL

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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