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Agronegócio

Exportações de carnes devem ter outro ano de recordes

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O setor de exportações de carnes no Brasil registrou marcos históricos no ano de 2023 e tem boas perspectivas para 2024, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Apesar de enfrentar desafios como a redução nas vendas para a China e a queda nos preços, os números finais superaram expectativas anteriores.

No segmento de carne suína, os embarques totais, incluindo produtos processados e in natura, alcançaram um patamar recorde de 1,2 milhão de toneladas, representando um crescimento de 9,8% em comparação ao ano anterior. Mesmo com a diminuição das vendas para a China, a receita proveniente dessas exportações atingiu US$ 2,8 bilhões, um aumento significativo de 9,5%.

Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou que a diversificação dos destinos das exportações desempenhou um papel crucial nesse resultado, especialmente com o aumento das vendas para países asiáticos e americanos. Ele expressou otimismo ao afirmar que a expectativa é manter os patamares alcançados ao longo do ano anterior.

Além disso, as exportações de carne de frango também registraram um recorde, atingindo a marca de 5,1 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,6% em relação ao ano anterior. Entretanto, o crescimento da receita foi mais modesto, com um aumento de 0,4%, alcançando US$ 9,8 bilhões.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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