Connect with us

BRASIL

Google é acusado de prejudicar as investigações do caso Marielle

Publicado

em

Marielle teve forte trabalho social de base antes de ser eleita vereadora
Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Marielle teve forte trabalho social de base antes de ser eleita vereadora

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), acusou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o Google de estar atrapalhando as investigações acerca do duplo homicídio da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A CNN teve acesso ao documento em questão.

Segundo o MP, a empresa não tem fornecido os dados pedidos para a investigação. No documento, eles levantam que a big tech está fazendo um movimento que poderá transformar o Brasil em um “paraíso do crime”, caso o STF não obrigue a entrega dos dados. Eles pedem as pesquisas relacionadas a vereadora e a agenda que ela cumpriria nos dias que antecederam a morte, no dia 14 de março de 2018.

No manifesto enviado a relatora, a ministra Rosa Weber, o MP diz que: “Se simples metadados não podem ser analisados para se tentar identificar supostos criminosos, realmente, num ambiente digital e tomado por uma tecnologia absoluta, de fato o país caminhará em passos largos para se converter no paraíso do crimes”.

Em 2021, o Google recorreu a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia determinado a quebra do sigilo de pesquisas de um grupo indeterminado de pessoas. O período de tempo analisado é entre 10/03 e 14/03/2018. As pesquisas tinham como norte os seguintês parâmetros: “Marielle Franco; “vereadora Marielle”; “agenda vereadora Marielle; “Casa das Pretas”; “Rua dos Inválidos, 122” ou “Rua dos Inválidos”.

O caso foi recorrido no STF. A big tech argumentou que tal varredura seria uma violação nos direitos de privacidade dos usuários, sendo isso inconstitucional por quebrar o sigilo de forma “generalizada”.

A ação judicial que vem sendo travada há cinco anos, sendo dois apenas no STF, é levantada como um obstáculo pelos investigadores. Segundo eles, isso tem feito com que o caso tivesse uma duração mais longa do que o necessário.

“As dificuldades impostas pelo Google representam a perda de uma chance de que a investigação pudesse ter um curso célere. Trata-se de uma oportunidade perdida!”, diz o MP na manifestação.

O MP-RJ mostrou, em suas investigações, que o carro ao qual os assassinos de Marielle e Anderson estavam, perseguiu a vereadora quatro vezes no mês anterior ao crime.

Com isso, o órgão entendeu que a vereadora estava sendo monitorada, tendo então um “pré-crime” traçado contra ela. O MP visa ter acesso aos dados, ” sem qualquer identificação do usuário”. Eles argumentam que em diversos casos nos Estados Unidos, a empresa cedeu tais dados, como de geolocalização e acesso a determinados sites, o que foi crucial para a solução de vários crimes.

Segundo a manifestação ainda do órgão, eles acusam o Google de ser o responsável pelos investigadores do caso serem alvos de “ataques injustificáveis pela imprensa e outros que desconhecem a realidade”.

De acordo com o Google, foram atendidos cerca de 90 pedidos de informações de investigadores que esbarraram no caso de Marielle Franco. Mas eles dizem que caso seja determinado a entrega dos dados por meio do STF, não haverá mais privacidade garantida aos usuários do buscador.

Em um manifesto enviado pela empresa ao STF no início do mês, eles dizem: “Ordens como a discutida no caso transfiguram ferramentas cotidianas dainternet em mecanismos de vigilância irrestritas, autorizam a devassa coletiva de dados de pessoas indiscriminadas e envolvem, em investigação criminal, pessoas insuspeitas pelo mero fato de terem realizado atividade perfeitamente comum e lícita – a pesquisa em buscador na internet”.

Entre no canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o perfil geral do Portal iG.


Fonte: Nacional

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

BRASIL

Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

Publicado

em

Por

Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora