Países do G7 alertam para “custos severos” a quem apoiar a Rússia na guerra
O G7 afirmou nesta terça-feira (18) que os países que fornecerem assistência à Rússia na guerra contra a Ucrânia sofrerão “custos severos”.
A declaração está no comunicado final da reunião dos ministros das Relações Exteriores do grupo em Karuizawa, no Japão.
No documento, os representantes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido condenam a invasão “nos termos mais fortes” e cobram a retirada das forças militares russas em território ucraniano “imediatamente”.
“Reiteramos nosso apelo para terceiros interromperem a assistência à guerra russa, ou enfrentarão custos severos. Vamos reforçar nossa coordenação para prevenir que terceiros forneçam armas à Rússia e continuaremos a adotar ações contra aqueles que apoiarem materialmente a guerra da Rússia contra a Ucrânia”, diz o comunicado.
Além disso, os ministros do G7 definem como “inaceitável” a ameaça de Moscou de deslocar armas nucleares para Belarus, país aliado do regime de Vladimir Putin. O grupo também afirma que a solução do conflito na Ucrânia deve “garantir que a Rússia pague pelos danos causados”.
“Nós nos comprometemos a apoiar a Ucrânia pelo tempo que for necessário e a fornecer ajuda institucional, econômica e de segurança para auxiliar a Ucrânia a se defender, garantir seu futuro livre e democrático e impedir futuras agressões russas”, afirma o comunicado.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.