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BRASIL

Hoje é Dia lembra os cinco anos das mortes de Marielle e Anderson

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A semana que começa neste domingo (12) traz uma data que entrou para a história política do país: no dia 14 de março de 2018, um atentado vitimou a vereadora pelo Rio de Janeiro e ativista pelos direitos humanos Marielle Franco, e seu motorista, Anderson Pedro Gomes. O carro em que Marielle estava – e que era conduzido por Anderson – foi alvejado por 13 tiros no Centro do Rio. Marielle, que foi a quinta vereadora mais votada daquela legislatura, tinha acabado de sair de uma roda de conversa com mulheres pretas, e foi assassinada com quatro tiros na cabeça. Esta reportagem do Repórter Brasil, da TV Brasil, reconstitui o que aconteceu naquela noite:

Mulher, negra, mãe, lésbica, “cria” da Maré, socióloga, militante pelos direitos das mulheres, negros, favelados e pessoas LGBTQIA+: ainda em 2018, o Repórter Rio, da TV Brasil, fez um breve perfil de Marielle, e mostrou como sua trajetória e suas causas inspiraram e mobilizaram mulheres

Cinco anos depois, o crime ainda não foi totalmente elucidado. Apesar dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz estarem presos, acusados de terem feito os disparos, há uma pergunta que continua sem resposta: quem mandou matar Marielle e Anderson?

A poetisa e a arqueóloga

Outras mulheres também são lembradas nos próximos dias: neste 12 de março completam-se 130 anos da escritora Gilka Machado. Gilka ficou conhecida por ser uma das primeiras mulheres do país a escrever poesia erótica, e também foi uma das fundadoras do Partido Republicado Feminino, em 1910 – o primeiro partido político feminista do Brasil. Este episódio do Momento Literário rememora a vida e a obra de Gilka – que, da origem à descendência, flertou com a arte e a literatura:

Niède Guidon também é celebrada neste domingo. A arqueóloga franco-brasileira nasceu em 12 de março de 1933 – há exatos 90 anos. Seus estudos sobre a pré-história e seus achados no interior do Piauí, na Serra da Capivara (que reúne o maior número de sítios arqueológicos das Américas), redefiniram a teoria do povoamento do continente. Ela falou ao programa Expedições, que foi ao ar em 2014 na TV Brasil, sobre os vestígios da presença da espécie humana na região, datados de 60 mil anos atrás.

O pai da escola de samba e o Síndico

A semana também é marcada pelas mortes de dois homens negros que mudaram a música brasileira: Ismael Silva (falecido em 14 de março de 1978) e Tim Maia (falecido em 15 de março de 1998).

Ismael Silva é autor de mais de 200 sambas, tido como um dos maiores parceiros de Noel Rosa, e entrou para a história ao fundar, em 1928, a Deixa Falar, primeira escola de samba que se tem notícia.

Foi Ismael, aliás, que criou o termo escola de samba: no bairro do Estácio, onde ele vivia, existia uma “escola para moças”. Então, Ismael costumava dizer: “se eles ensinam moças, aqui vamos ensinar o samba”. O Todas as Vozes, programa da Rádio MEC em 2016, trouxe os altos e baixos da carreira do Bamba do Estácio:

Tim Maia dispensa apresentações – mesmo assim, ele dizia que era “preto, gordo e cafajeste, formado em cornologia, sofrências e deficiências capilares”. O Síndico, cuja partida completa 25 anos, juntou o soul e o funk da música negra dos Estados Unidos a ritmos brasileiros, como samba, baião e bossa nova, para formar um som único. A intensidade e o carisma de Tim são revividos neste episódio do Na Trilha da História, da Rádio Nacional, veiculado em 2018:

Em 2012, o De Lá Pra Cá, da TV Brasil, também resgatou histórias e o balanço de Tim Maia:

Mais datas

Entre as efemérides da semana, também estão os 115 anos de nascimento do pianista Arnaldo Estrella, os 95 anos do pianista Edino Krieger e os 85 anos do filósofo Luiz Carlos Maciel – todos já falecidos.

Completam-se ainda 35 anos da morte do músico Chico Mário, 50 anos do assassinato do líder estudantil paulista Alexandre Vannuchi Leme e também celebra-se o Dia Nacional do Teatro do Oprimido (16 de março) e o Dia Nacional da Imigração Judaica (18 de março).

Confira a lista semanal* do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados:

12 a 18 de março de 2023
12

Nascimento do atleta fundista brasiliense Joaquim Cruz (60 anos) – medalhista de ouro nos 800m nas Olimpíadas de 1984

Nascimento do cantor e compositor estadunidense James Taylor (75 anos)

Nascimento da escritora fluminense Gilka Machado (130 anos) – foi uma das primeiras mulheres a escrever poesia erótica no Brasil; também foi uma das fundadoras do Partido Republicano Feminino

Nascimento da arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon (90 anos)

Dia do Bibliotecário

13

Nascimento do teólogo, clérigo dissidente, filósofo natural, educador, teórico e político britânico Joseph Priestley (290 anos) – A ele normalmente é creditada a descoberta do oxigênio, embora Carl Wilhelm Scheele e Antoine Lavoisier também a reivindiquem

14

Morte da vereadora negra, lésbica, ativista dos direitos humanos e cria da comunidade da Maré, Marielle Franco, e de Anderson Gomes, motorista que conduzia o carro da vereadora quando foram assassinados a tiros (5 anos)

Morte do cantor e compositor fluminense Ismael Silva (45 anos)

Morte da poeta paulista Yde Schloenbach Blumenschein, a Colombina (60 anos)

Nascimento do compositor, flautista e maestro fluminense Benedito Lacerda (120 anos)

Nascimento do pianista fluminense Arnaldo Estrella (115 anos) – foi um dos melhores pianistas e professores de seu tempo

Morte do compositor e violonista mineiro Francisco Mário, conhecido como Chico Mário (35 anos) – criou o Método Musical por Cores para as Crianças; irmão do cartunista Henfil e do sociólogo Betinho

15

Nascimento do filósofo gaúcho Luiz Carlos Maciel (85 anos)

Nascimento do diplomata carioca Sérgio Vieira de Mello (75 anos) – alto funcionário da ONU morto em Bagdá com outras 21 pessoas, vítimas de um atentado a bomba contra a sede local das Nações Unidas

Morte do músico fluminense Sebastião Rodrigues Maia, conhecido como Tim Maia (25 anos)

Dia Mundial do Direito do Consumidor

16

Nascimento do compositor, instrumentista e cantor baiano Josué de Barros (135 anos) – descobridor de Carmen Miranda

Dia Nacional do Teatro do Oprimido – data em homenagem à data de nascimento de seu criador, o teatrólogo Augusto Boal

17

Morte do sambista, cantor e compositor fluminense Monsueto (50 anos)

Morte do líder estudantil paulista Alexandre Vannuchi Leme (50 anos) – assassinado pela ditadura militar

Nascimento do compositor catarinense Edino Krieger (95 anos)

É assinado o Tratado de Bruxelas (75 anos) – precursor do Tratado do Atlântico Norte, que criou a Otan

18

Dia Nacional da Imigração Judaica

  *As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados a cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para centraldepesquisas@ebc.com.br. 

Edição: Sumaia Villela

Fonte: EBC Geral

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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