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Manifestações contra o Novo Ensino Médio acontecem pelo Brasil

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Manifestação contra o Novo Ensino Médio
Reprodução/Instagram Junior Lima – 15.03.2023

Manifestação contra o Novo Ensino Médio

Nesta quarta-feira (15), os movimentos estudantis promoveram em ao menos 55 cidades manifestações contra o Novo Ensino Médio (NEM). O pedido é que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça a revogação deste modelo, que está em vigor desde 2022.

O NEM foi convertido em lei ainda no governo de Michel Temer, através da Lei Federal 13.415/2017, sendo implanta apenas no governo de Jair Bolsonaro (PL). 

A manifestação foi promovida pelos alunos secundaristas e pelos movimentos estudantis, como a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), tendo apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE).

Dentre as manifestações, a de maior concentração foi na Avenida Paulista, ao qual a passeata se iniciou em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), seguindo até a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

As críticas ao modelo de ensino são em princípio pela falta de diálogo com a sociedade para a aprovação, a redução das disciplinas das ciências básicas, e a substituição das mesmas para uma profissionalização empreendedora de baixa complexidade, além da pequena oferta de opções de áreas do conhecimento para a escolha do estudante.

A diretora de comunicação da UBES, Yasmin Barreto, diz ao jornal Brasil de Fato que “os estudantes que queiram ter acesso a itinerários x ou y que sua instituição de ensino não fornece vão ter que procurar outra, aumentando ainda mais a estafa e a probabilidade de evasão escolar”.

Barreto ainda completa explicando que a “reforma foi construída pelas mãos de pessoas que nunca pisaram numa escola pública e não entendem a realidade da nossa educação. Uma reforma que não teve a consulta dos professores que diariamente ocupam seus postos e nem aos alunos, que vivem na pele o que é a educação brasileira”.

O Ministério da Educação publicou uma portaria ao qual pretende avaliar e reestruturar o NEM. No texto, o governo diz que “abrir o diálogo com a sociedade civil, a comunidade escolar, os profissionais do magistério, as equipes técnicas dos sistemas de ensino, os estudantes, os pesquisadores e os especialistas do campo da educação para a coleta de subsídios para a tomada de decisão”, sobre o novo modelo.

Vale ressaltar que no dia 7 de março, a CNTE, juntamente ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo e outras entidades de trabalhadores, conversaram com o presidente Lula pedindo a revogação no NEM, bem como tornar esta etapa mais atrativa e com ampliação do período integral.

Entretanto, o objetivo do projeto vem passando desafios tanto na estrutura, quanto em questão da resistência da população que desconhece os conceitos defendidos.

Já no dia 9 de março, o ministro da Educação, Camilo Santana, evitou falar sobre uma possível revogação, mas disse que estava trabalhando para criar um grupo para avaliar o novo modelo. “Não é questão de revogar. O [Novo] Ensino Médio está em andamento. O que nós estamos colocando é criar um grupo de trabalho, que será oficializado por portaria. Vamos reunir todos os setores para discutir”, disse Santana.

O MEC publicou em nota que as novas medidas buscam “estabelecer o diálogo democrático, numa discussão coletiva e qualificada por meio de pesquisas, consultas públicas, seminários e outras ferramentas que nos permitam tomar decisões embasadas”.

Os integrantes da UBES completam avaliando o atual modelo como “”negligencia matérias cruciais para a formação crítica dos nossos estudantes. Nós não somos só português e matemática, queremos que a escola abrace nossa pluralidade”.

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Fonte: IG Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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