Giorgia Meloni foi à Ucrânia para se reunir com Volodymyr Zelensky
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, se reuniu nesta terça-feira com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e ressaltou o apoio aos ucranianos na guerra contra Rússia. Para Meloni, não haverá “paz real” em caso de rendição da Ucrânia.
Meloni ressaltou que ajudará a Ucrânia com materiais bélicos, mas não vai fornecer aviões militares ao país. Em compensação, ela confirmou que organizará uma cúpula para angariar financiamentos para a reconstrução do país.
A primeira-ministra italiana aproveitou a visita para visitar cidades destruídas pelo Exército russo. Durante a conversa, Meloni ressaltou a preocupação de que uma possível derrota da Ucrânia provoque uma onda de invasão da Rússia em outros países europeus.
A visita de Giorgia Meloni é considerada uma das mais significativas pela União Europeia. A primeira-ministra da Itália é ligada à extrema-direita do país e tem como seu padrinho político o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, um dos melhores amigos do presidente russo, Vladimir Putin.
Em diversas oportunidades, Berlusconi criticou Zelensky e culpou a Ucrânia pelo início da guerra com a Rússia. Para o italiano, os ucranianos deveriam desistir da região de Donbass e deixar com que os russos anexem os estados.
Questionado sobre as falas de Silvio Berlusconi, Volodymyr Zelensky criticou o ex-primeiro-ministro e disse que Berlusconi não “sabe o que é dormir sendo bombardeado”.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.