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No Brasil, o déficit de defensores públicos chega a quase 80%

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No Brasil, déficit de defensores públicos chega a 80%
Reprodução/Pexels

No Brasil, déficit de defensores públicos chega a 80%

No Brasil, a falta de defensores públicos para atender a população em situação de vulnerabilidade ou sem condições financeiras para pagar por assistência jurídica é um desafio evidente e revela uma carência na assistência jurídica à população mais vulnerável.

No dia da Defensoria Pública , celebrado nessa sexta-feira (19), ouvimos representantes da categoria para entender melhor por que ainda há estados com o número bem inferior à demanda da população.

De acordo com o Ministério da Justiça , o ideal para atender a população brasileira seria ter um defensor para cada 15 mil pessoas. Mas, o país conta apenas com cerca de 6.235 profissionais, o que revela uma necessidade de se aumentar o número em 79,4%, especialmente em comarcas de pequeno e médio porte.

Rivana Ricarde, defensora pública no Acre a atual presidenta da Associação Nacional dos Defensores Públicos ( ANADEP ), afirma esse número ainda aparenta ser alto devido a defasagem de servidores em determinados estados e municípios.

“O maior problema é que em algumas localidade nós não temos defensor público. Em algumas comarcas no interior do país não temos a presença contínua de um defensor público. Isso significa que nós precisariamos de mais ou menos uns quatro mil defensores públicos”, disse Ricarde.

O porteiro Paulo Alberto da Silva Costa, de 36 anos, preso há três anos com base em um reconhecimento fotográfico, foi solto na noite desta sexta-feira (12) do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio
Cléber Mendes/Agência O Dia

O porteiro Paulo Alberto da Silva Costa, de 36 anos, preso há três anos com base em um reconhecimento fotográfico, foi solto na noite desta sexta-feira (12) do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio

A ausência de defensores públicos é uma realidade em cerca 1600 comarcas, Isso representa cerca de 58 milhões de pessoas desassistidas. Cerca de 95% dessas comarcas são de pequeno porte e abrangem uma população total de 46,7 milhões de pessoas.

O caso do porteiro solta após três anos preso injustamente com trabalho da defensoria pública do Rio de Janeiro

Após passar três anos preso com base em um reconhecimento fotográfico considerado falho, o porteiro Paulo Alberto da Silva Costa , de 36 anos, foi solto na noite da última sexta-feira (12) do C omplexo Penitenciário de Gericinó , no Rio de Janeiro.

A libertação ocorreu depois que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro expediu o alvará de soltura. O trabalho da Defensoria Pública foi crucial para que fosse apresentado os processos Paulo Alberto foram baseadas apenas em reconhecimento facial feito através de uma fotografia, o que é considerado inconstitucional.

“No caso Paulo nós contamos com apoio Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), que fez um relatório e nós conseguimos que a anulação de um processo fizessa a soltura até os outros processos também sejam esclarecidos”, explicou Paulo Carrielo, defendor público do Rio de Janeiro.

Pedro Carrielo, esta situação é mais um exemplo do racismo estrutural enraizado no sistema judiciário brasileiro.

“Todas as ações do Paulo partiram de um ponto de vista que o próprio Superior Tribunal de Justiça entende que é ilegal. Com uma fotografia buscada em rede social se monta um processo de investigação, sem outras fotografias, sem outros procedimentos, sem prisão em flagrante, ele nunca foi ouvido em sede policial”, explicou Carrielo.

Comarcas de pequeno e médio porte

No total, 80% da população desassistida por defensores públicos no Brasil está concentrada em comarcas de pequeno porte. Outros 20% vivem em comarcas de porte médio. Apenas 5% das comarcas não atendidas por defensores públicos são de porte médio, com uma população de 12,4 milhões de pessoas, que varian entre 100 mil e 500 mil habitantes em cada município.

“Tem melhorado muito, em muitos Estados há investimentos na instituição, mas não em todos. É preciso que a defensoria seja decentralizada e que em municípios de pequeno e médio porte a população tenha acesso a defensores de forma permanente para atender suas demandas”, explicou Ricarde.

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Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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