Uma pesquisa realizada pela CNN divulgado na última segunda-feira (3), aponta que 62% dos norte-americanos apoiam o indiciamento do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump . O empresário foi indiciado no dia 30 de março em um caso de suposto suborno à ex-atriz pornô Stormy Daniels.
Para 38% dos entrevistados, o indiciamento de Trump não é apoiado. Afunilando ainda os respondentes, 79% dos filiados ao Partido Republicano, o mesmo do ex-presidente, rejeitam o indiciamento. Já 94% dos democratas aprovam a acusação judicial contra o empresário.
Ainda, segundo o levantamento, somente 10% dos entrevistados julgam que Trump é inocente.
Ao serem questionados se o ex-presidente dos EUA cometeu um crime, 37% responderam que sim, 33% responderam que os pagamentos foram antiéticos, mas não ilegais e 20% não têm certeza.
A pesquisa da CNN foi comandada pela SSRS, empresa de pesquisa de mercado norte-americana. O levantamento coletou as respostas de 1.048 cidadãos adultos dos Estados Unidos nos dias 31 de março e 1º de abril de 2023.
Stormy Daniels prometia divulgar um caso extraconjugal do ex-presidente em 2006. Trump ficou incomodado com a ameaça e teria subornado a atriz por intermédio de um aliado.
Segundo as leis americanas, o pagamento não é indício de crime, mas as suspeitas de que o dinheiro seria da campanha presidencial de Trump de 2016. Na época, o dinheiro teria sido creditado como honorários advocatícios ao advogado Michael Cohen.
Pelas redes sociais, Trump disse ser alvo de perseguição e culpou seus adversários pelo indiciamento. O empresário é pré-candidato à Casa Branca em 2024.
“Isto é perseguição política e interferência eleitoral no mais alto nível da história. Desde o momento em que desci a escada rolante dourada da Trump Tower, mesmo antes de ser empossado como presidente dos EUA, os democratas da esquerda radical se envolveram em uma caça às bruxas para destruir o movimento Make America Great”, disse.
Trump deve se declarar inocente ou culpado e em seguida deixar o tribunal para retornar para a Flórida, onde mora. Lá, ele irá realizar uma coletiva de imprensa nesta noite.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.