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POLÍCIA

Polícia Civil prende em São Paulo falso investidor do mercado financeiro que atuava em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes (DEEF) de Cuiabá, com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Polícia Civil de São Paulo, prendeu na manhã desta terça-feira (16.05), um homem suspeito da prática do golpe do “falso trader” ou “falso investidor”.

As investigações da Delegacia de Estelionato de Cuiabá iniciaram após várias vítimas compareceram à especializada, noticiando que haviam transferidos valores significativos ao investigado, que se apresentava como especialista em investimentos (investidor) no mercado financeiro, prometendo rendimentos entre 7% e 8% ao mês.

Modo de ação

Mediante emprego de conversa enganosa, bem elaborada, o investigado conseguiu captar, de apenas quatro vítimas, aproximadamente R$ 500 mil somente em Cuiabá, com a promessa que investiria no mercado financeiro, na bolsa de valores.

As conversas com as vítimas se davam por meio de aplicativos de mensagens, ocasião em que o investigado mantinham as vítimas em erro quanto à existência dos investimentos e encaminhava programações e comprovantes de resgate falsos.

Quando as vítimas solicitavam prestações de contas ou restituição dos valores transferidos, o falso investidor não restituía os valores, sob as justificativas variadas, inclusive com subterfúgios de encaminhamento de PIX falsos. Os fatos vieram a tona após o investigado desaparecer e não dar mais satisfação às vítimas.

Prisão e buscas

Após o recebimento das denúncias, foram realizadas as oitivas das vítimas e coletas de documentos, sendo representado pela delegada Judá Maali Pinheiro Marcondes pelos mandados de busca e apreensão, prisão preventiva e sequestro de bens do investigado, que foram acolhidas pelo Ministério Público e deferidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) de Cuiabá.

Com informações do paradeiro do suspeito na cidade de Americana (SP), o delegado Marcelo Martins Torhacs, entrou em contato com a Polícia Civil de São Paulo, que localizou e deu cumprimento ao mandado de prisão contra o falso trader, além das demais ordens judiciais expedidas pela Justiça mato-grossense.

Com a prisão do suspeito, o inquérito policial que apura os casos deve ser concluído nos próximos dias.

Identificação de outras vítimas

A equipe da Delegacia de Estelionato orienta as pessoas que tenham sido vítimas e eventualmente tenham transferido valores para falsos traders ou investidores, que procurem a unidade policial para relatar os fatos, uma vez que pode se tratar de crimes de estelionatos eletrônicos ou cibernéticos.

“O falso trader se apresenta como investidor às pessoas, captando seus recursos, sem comprovar que opera no mercado financeiro, sem apresentar nenhum comprovante de investimento e sem garantia nenhuma que os valores serão restituídos, causando expressivos prejuízos às vítimas”, explicou o delegado Marcelo Martins Torhacs.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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