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POLÍTICA

Regularização fundiária avança em Cuiabá com entrega gratuita de escrituras definitivas

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Mais uma etapa do maior programa de regularização fundiária urbana de Mato Grosso foi realizada nesta terça-feira (10), em Cuiabá, beneficiando famílias dos bairros Jardim Florianópolis e Primeiro de Março com a entrega gratuita das escrituras definitivas de seus imóveis.

A iniciativa é resultado do convênio firmado entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por intermédio do deputado estadual Eduardo Botelho (União), e o governo do estado, com a parceria do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Núcleo de Regularização Fundiária, Anoreg, Ministério Público, Corregedoria do Tribunal de Justiça, Consórcio Vale do Rio Cuiabá e colaboração do município.

As solenidades ocorreram em dois locais, no Centro Comunitário do bairro Jardim Florianópolis e na Igreja Católica São José, no bairro 1º de Março. As famílias contempladas receberam a documentação definitiva registrada em cartório, garantindo segurança jurídica e valorização do patrimônio.

O deputado Eduardo Botelho destacou que o trabalho está sendo executado em todo o estado, com a meta de resolver cerca de 80% dos problemas fundiários existentes.

“Não estamos entregando apenas títulos provisórios. Estamos garantindo escrituras registradas e gratuitas, assegurando segurança jurídica às famílias. Em Cuiabá, já contemplamos etapas de entrega em vários bairros, como Alvorada, Renascer, Primeiro de Março, Florianópolis, Pedra 90 e Cinturão Verde, Sta Inês, São Carlos, Jardim Industriário, Jardim Presidente, Grande Morada da Serra (CPA 1,2,3, 4), Jardim Itapajé, Distrito da Guia, etc. E esse trabalho também será ampliado para Várzea Grande”, ressaltou o parlamentar.

O deputado estadual Wilson Santos (PSD), que também participou da solenidade, enfatizou o impacto social da iniciativa, especialmente na região metropolitana, onde grande parte das áreas urbanas se formou por meio de ocupações.

“O ponto social é fundamental. A falta de política pública habitacional fez com que milhares de brasileiros ocupassem áreas que deram origem a bairros inteiros. Depois de décadas, numa parceria da Assembleia Legislativa, à época capitaneada pelo presidente Eduardo Botelho, com apoio unânime dos deputados, estamos aplicando recursos da Assembleia em conjunto com o Intermat para levar a dezenas de milhares de famílias a tão sonhada escritura, registrada em cartório e sem custos. Isso precisa continuar. Nossa meta deve ser universalizar a entrega de escrituras em todo o estado de Mato Grosso”, afirmou.

O presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Francisco Serafim, participou da solenidade ao lado do diretor de Regularização Fundiária e Urbana do órgão, Erivelton Vieira Nunes, e ressaltou a importância da parceria institucional.

“A regularização fundiária traz satisfação e, principalmente, segurança para a população. É uma ação extremamente gratificante para nós e para as famílias que recebem o documento definitivo. O governador nos determina que não deixemos nenhum morador sem o benefício da escritura definitiva. Só vamos encerrar esse trabalho quando não houver mais nenhum cidadão pendente de receber seu documento”, afirmou.

Morador do bairro 1º de Março há 32 anos, o microempresário Evaldo Souza Oliveira destacou a importância histórica do momento para a comunidade.

“É algo que foi construído e plantado há muito tempo. Sempre torcemos para que desse certo, e hoje ver isso acontecer é muito importante para todos nós. Foi uma batalha e uma luta muito grande. Agora, graças a Deus, estamos recebendo nossas escrituras. É uma felicidade enorme para o bairro”, declarou.

De acordo com o coordenador de Regularização Fundiária da ALMT, Euclides Santos, no Jardim Florianópolis todo o trabalho de cadastramento já foi realizado em três etapas, resultando na entrega de cerca de mil escrituras gratuitas às famílias.

“O próximo passo será a entrega dos títulos dos imóveis do bairro Jardim União, onde os trabalhos já foram iniciados. No bairro 1º de Março, falta muito pouco para regularizarmos 100% das unidades habitacionais e garantir que todas as famílias recebam a escritura definitiva”, explicou.

A ação reforça o compromisso das instituições envolvidas com a promoção da cidadania, a dignidade das famílias e o desenvolvimento urbano sustentável em Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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