Restos de um míssil do lado de fora da estação ferroviária de Kramatorsk, na Ucrânia
O ministro da Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, confirmou nesta quinta-feira (11), durante audiência na Câmara dos Comuns, o fornecimento de mísseis de cruzeiro de longo alcance para a Ucrânia .
“Hoje posso confirmar que o Reino Unido está doando os mísseis Storm Shadow para a Ucrânia”, disse acrescentando que o fornecimento complementa o envio de outros sistemas, como os mísseis Himars e Harpoon. Além disso, afirmou que esses projéteis ajudarão os ucranianos a “rebater as forças russas em seu território”.
O Storm Shadow é um míssil de cruzeiro com a chamada “capacidade stealth”, que permite diminuir a própria existência nos sistemas de observação inimigos.
O equipamento foi desenvolvido de maneira conjunta entre Reino Unido e França e é, comumente, lançado do ar.
Com um alcance de voo de 250 quilômetros, ele só fica atrás da capacidade dos sistemas de mísseis táticos do exército de superfície (Atacms), produzidos nos Estados Unidos e que a Ucrânia pede há muito tempo.
Apesar do apoio maciço desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, EUA e União Europeia afirmam publicamente que não enviam os mísseis de longo alcance pedidos por Kiev – apenas os de curto e médio.
A afirmação do ministro britânico veio após matérias locais apontarem o fornecimento e, por isso, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, foi questionado em sua coletiva diária. Segundo o representante, a notícia do envio é um “desenvolvimento fortemente negativo” e que pede “uma resposta adequada” das forças armadas russas.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.