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POLÍTICA

Sessão solene presta homenagem por trabalhos sociais voltados para jovens

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Sessão Solene realizada na noite desta terça-feira (04) homenageou pessoas e entidades que realizam atividade sociais, culturais, religiosas e esportivas voltadas para os jovens. Ao todo, 53 moções de aplausos foram entregues pelo deputado estadual Alex Sandro (Republicanos) no Plenário das Deliberações da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Foi por meio do acolhimento para inclusão de jovens na sociedade que o deputado Alex Sandro deu início à vida pública. Ele relembra que por meio dos esportes, da cultura e da religião, ele ajudou no resgate de jovens em situação de vulnerabilidade social e econômica, evitando o envolvimento com crime organizado.

“Durante sete anos desenvolvi trabalhos em busca da ressocialização de jovens e agora, como deputado, gostaria de homenagear essas pessoas que estão em todos os municípios, atuando em iniciativas voltadas para este segmento da sociedade”, afirmou o deputado, que fez questão de agradecer à Mesa Diretora e aos demais parlamentares pela aprovação da homenagem.

Entre as pessoas que receberam moção de aplausos, está um dos precursores do jiu-jitsu em Mato Grosso, Francisco Fernandes, 68, o Chicão. Desde 1992 ele atua no estado com a formação de crianças, jovens e adultos nas artes marciais. Atualmente, além da academia, Chicão desenvolve trabalho com crianças e jovens carentes e com deficiência.

“Nosso trabalho busca a inclusão desses jovens, deficientes ou não, por meio do esporte. Acredito que a arte marcial ajuda o jovem a desenvolver o respeito e a ter limites, além de desenvolver fisicamente e promover a interação social”, afirma o professor Chicão.

Quem também recebeu uma moção de aplausos foi o jovem Gabriel Guilherme, 24, que sempre atuou junto aos movimentos estudantis e hoje lidera uma iniciativa voltada para o desenvolvimento de lideranças políticas jovens. “É uma satisfação receber essa homenagem por incentivar e estimular os jovens para envolvê-los nos movimentos sociais. É muito importante também aproximar os jovens das instâncias de poder, envolver os jovens nos trabalhos do Parlamento”.

Após sofrer por anos com depressão e crises de ansiedade, a jovem Rayany Victórya, 17, conseguiu superar os problemas emocionais por meio do acolhimento e envolvimento em projetos sociais. Ela integra o movimento Força Jovem Universal (FJU), que possui iniciativas em diferentes frentes em todas as regiões do estado. “Quando entrei na FJU, eu recebi carinho, passei a participar das atividades esportivas, culturais e consegui me curar da depressão. Eu cheguei a me mutilar, ter pensamentos suicidas, mas consegui superar”.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

Projeto de lei quer combater violência digital contra mulheres em Mato Grosso

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou, na última semana, durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o Projeto de Lei nº 451/2026, que institui a Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência Digital contra a Mulher. A proposta tem como objetivo estruturar, no âmbito da administração pública estadual, ações de prevenção, orientação, acolhimento e encaminhamento de mulheres vítimas de crimes praticados em ambientes digitais.

A iniciativa surge em um contexto de crescimento acelerado da violência online no Brasil. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os registros de crimes digitais com vítimas mulheres aumentaram significativamente nos últimos anos, com destaque para casos de exposição de conteúdo íntimo sem consentimento e perseguição virtual. Já levantamento da SaferNet Brasil aponta que mais de 70% das denúncias relacionadas à divulgação não autorizada de imagens íntimas têm mulheres como principais vítimas.

De acordo com o texto do projeto, considera-se violência digital contra a mulher toda conduta praticada por meio de tecnologias da informação que atente contra sua dignidade, integridade psicológica, moral, sexual, patrimonial ou sua liberdade. Entre os exemplos listados estão o cyberstalking, a divulgação de conteúdos íntimos, assédio, chantagem, uso de inteligência artificial para criação de imagens falsas (deepfakes) e invasão de contas.

Barranco defende que o avanço tecnológico trouxe novos desafios que exigem respostas firmes do poder público. “Estamos diante de uma nova fronteira da violência de gênero, que ultrapassa o espaço físico e invade a intimidade das mulheres por meio das telas. Não podemos tratar esses crimes como algo menor ou invisível. A violência digital destrói reputações, causa danos psicológicos profundos e, muitas vezes, silencia vítimas pelo medo e pela vergonha. O Estado precisa agir com a mesma firmeza que atua em outras formas de violência”, afirmou o parlamentar.

O projeto estabelece como diretrizes a proteção da dignidade das mulheres, a prevenção por meio da educação digital e a atuação articulada com a rede de enfrentamento à violência. Também prevê acolhimento humanizado, orientação sobre preservação de provas digitais e acesso à assistência jurídica gratuita por meio da Defensoria Pública.

“Este projeto não é apenas sobre punir agressores, mas sobre garantir que nenhuma mulher esteja sozinha quando for vítima de violência no ambiente digital. Queremos construir uma rede preparada, com profissionais capacitados, capaz de orientar, acolher e dar respostas rápidas. É sobre transformar medo em proteção e silêncio em denúncia”, reforçou Barranco.

Entre os objetivos da proposta estão ampliar a conscientização sobre riscos digitais, fortalecer centros de referência e capacitar agentes públicos para atendimento especializado com foco em segurança digital. O texto também prevê a continuidade do suporte terapêutico e psicossocial às vítimas. A proposta autoriza ainda o poder público a promover campanhas educativas, elaborar manuais de proteção de dados e divulgar canais de denúncia, como o Disque 180. O atendimento deverá priorizar a rapidez na preservação de provas e o encaminhamento adequado para serviços de saúde e assistência social.

Para o deputado, a integração entre órgãos públicos será essencial para a efetividade da política. “Não estamos criando uma lei simbólica. Estamos organizando o Estado para dar respostas concretas. A integração entre Executivo, Defensoria Pública e demais instituições é fundamental para garantir que o suporte jurídico e psicológico chegue de forma rápida e eficiente. A tecnologia não pode ser instrumento de violência, ela precisa ser aliada da proteção e da justiça”, destacou.

A proposta ressalta que as ações serão custeadas por dotações orçamentárias próprias e não interfere na legislação penal, respeitando as competências do Estado ao tratar de diretrizes administrativas, educativas e de assistência. Caso aprovado, o projeto deverá fortalecer a rede de proteção às mulheres em Mato Grosso, adaptando as políticas públicas à realidade digital e ampliando o alcance do enfrentamento à violência de gênero no estado.

O Projeto de lei foi apresentado no dia 15 de abril e cumpre pauta por cinco sessões ordinárias.

Fonte: ALMT – MT

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Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora