Muitas das pessoas que fugiram de casa estão abrigadas em escolas e mesquitas
Os intensos conflitos no Sudão já obrigaram pelo menos 700 mil pessoas a fugir de suas casas desde abril, segundo informações da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Os dados divulgados nesta terça-feira (9) também apontam que o número de deslocados dobrou em apenas uma semana. Cerca de 750 pessoas já faleceram nos combates.
O conflito no Sudão eclodiu em abril e opõe os generais Abdel Fatah al-Burhan, chefe das Forças Armadas, e Mohamed Hamdan Dagalo, líder do grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) e mais conhecido como Hemedti.
“Existem agora mais de 700 mil deslocados pelos combates que começaram em 15 de abril.
Na última terça-feira, o número era de 340 mil. As últimas negociações de trégua na Arábia Saudita não renderam nenhum progresso”, comentou Paul Dillon, porta-voz da OIM.
A organização também afirmou que vários deslocados internos estão se abrigando com parentes ou se reunindo em escolas, mesquitas e prédios públicos.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou que o país está pronto para receber as negociações para colocar um fim no conflito no Sudão.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.