Praia de Copacabana é a favorita dos turistas que vão ao Rio de Janeiro
O Brasil não prioriza o Turismo, mesmo sendo o feliz proprietário do maior potencial natural e do oitavo maior potencial cultural do planeta para o desenvolvimento da “Economia do Turismo”, também entendida como a “economia do visitante”, segundo estudo de 2018 do WTTC, Conselho Mundial de Turismo e Viagens.
O Turismo impacta mais de uma centena de setores, constituindo-se no maior empregador do mundo e, segundo o mesmo WTTC, caberá ao turismo a geração de mais de 25% dos empregos globais nos próximos dez anos. Diante de tantas evidências priorizar o turismo deveria e poderia estar no centro da estratégia do país de forma perene e no mais alto interesse nacional, tanto dos governos quanto da sociedade. Muito pelo contrário, os estudos do WEF, Fórum Econômico Mundial, confirmam não só a baixa atenção como também a evidente descontinuidade das políticas governamentais em favor do turismo no Brasil.
Confirma-se, também, que o Brasil tem desenvolvido muito seu turismo interno ao longo das últimas décadas, aos trancos e barrancos, mas que continua atrasado — pois sendo o décimo segundo mercado turístico no mundo ainda se arrasta para trás de quadragésimo em competitividade.
Encurtando a história, estes estudos e outros como o do WTTC coincidem sobre o motivo central do relativamente baixo desempenho do Brasil: a já mencionada falta de priorização de políticas e estratégias governamentais de apoio à economia do turismo.
Quando observadas as vantagens comparativas do turismo brasileiro perante o resto do mundo, só encontramos um único grande e bom rival, nosso fortíssimo agribusiness. São potenciais que advém do tamanho, das terras, do sol e das águas. A diferença: o agro brasileiro está integrado às cadeias de produção internacionais, tanto na ciência e no conhecimento, aonde foram investidos bilhões, quanto na comercialização nas bolsas mundiais. E suas empresas tiveram, além de maior concentração, muito mais liberdade para empreender, mais logística, menos impostos e muito mais acesso ao crédito pelos Planos Safra, crédito dos bancos oficiais e acessos aos mercados de capitais. Só para comparar, um ano de Plano Safra oferece R$ 340 bilhões enquanto a linha especializada Fungetur do Ministério do Turismo conta hoje com menos de R$ 1 bilhão.
Alan Morici
Vinicius Lummertz é ex-ministro do Turismo
Enquanto no agro a evolução foi sistêmica, no turismo foi espasmódica. Como as cadeias de produção do turismo são mais variadas e complexas, as ações necessárias são mais detalhadas, indo desde a gestão da conectividade, hospitalidade, atrações, parques naturais até o saneamento básico e a urbanização de cidades. Mais grave ainda, pelos estudos internacionais, o ambiente de negócios para desenvolver empreendimentos de turismo no Brasil está entre os cinco piores do mundo. Além do baixo incentivo, há desincentivo e até mesmo preconceito contra esta grande indústria, que não é reconhecida por seu conjunto virtuoso — o pior sintoma se apresenta na marcante insegurança jurídica que afasta investidores brasileiros e estrangeiros.
Aqui a negação política aparece com grande evidência e até cinismo, resultando num célebre “virem-se”. Até mesmo a desprestigiada indústria brasileira enfrentando a desindustrialização dos últimos anos, sempre recebeu mais incentivos. Em muitos casos, empréstimos, benefícios fiscais, terrenos, energia e saneamento. Tudo isto sempre foi rifado na economia do turismo.
O equívoco no limite da visão é o não entendimento de que o turismo passou de vagão para locomotiva econômica — e, não surpreendentemente, são os economistas quem mais tem dificuldades para assumir isto. Todavia, o turismo em 2022 cresceu 28%, segundo a Fecomercio-SP, chegando a R$ 208 bilhões de faturamento, com grande efeito na distribuição de renda do país. Já o agribusiness bateu R$ 1,4 trilhões de faturamento — e tendo saído de setor importador de alimentos há 40 anos, hoje lidera a exportação brasileira, enquanto o turismo amarga déficits na conta internacional de mais de U$ 150 bilhões de 2005 até 2022.
Está passando da hora de mudar está história, a partir das premissas que moveram os países bem-sucedidos a apoiarem suas economias do turismo. Falta sairmos da negação política.
* Vinícius Lummertz é Presidente do Conselho do Grupo Wish. Foi Ministro do Turismo, Presidente da Embratur e Secretário de Turismo do Estado de São Paulo.
Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.
Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.
E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.
Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.
Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.
Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.
No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.
O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.
2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!