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POLÍTICA

CST de Apoio ao Empreendedorismo é instalada na Assembleia Legislativa

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso instalou, nesta segunda-feira (8), a Câmara Setorial Temática (CST) de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas, com o objetivo de promover estudos acerca dos principais desafios enfrentados pelos empreendedores do estado. 

A CST foi requerida pelos deputados estaduais Max Russi (PSB), Dr. Eugênio (PSB) e Thiago Silva (MDB) e tem prazo de 180 dias para conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogada por igual período.

Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) apontam que empreendedores individuais e as micro e pequenas empresas representam quase 96% da totalidade de empresas em Mato Grosso.

Segundo o presidente da CST, Cléber Ávila Ferreira, além de levantar os principais gargalos que dificultam as atividades das micro e pequenas empresas ou até mesmo impedem a abertura de novas, o grupo irá propor a instalação de polos regionais em 20 municípios mato-grossenses, com a finalidade de levantar a realidade de cada região. 

Além disso, fará uma análise das políticas públicas de incentivos fiscais, fomento, financiamento e tratamento tributário destinados às micro e pequenas empresas e, ao final dos trabalhos, apresentará sugestões a serem implementadas no estado.

“O trabalho dessa câmara é muito importante do ponto de vista de abrir um canal de diálogo, do setor privado, do setor produtivo de micro e pequenas empresas, com o poder público, com as instituições financeiras públicas, com as instituições de ensino que são subsidiadas com o dinheiro de impostos. Nós temos a expectativa de gerar novas proposições, principalmente no que se refere à questão tributária e de fomento, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e fortalecer cada vez mais esse setor, que emprega mais de 70% da mão de obra de carteira assinada no país”, afirmou Cléber. 

Cristiano Damaceno deixou o serviço público e resolveu empreender após os 40 anos de idade. Embora garanta não se arrepender da decisão, pondera se tratar de um grande desafio.

“Vemos muitas histórias de pessoas que começaram pequenas e alcançaram um grande sucesso, mas nem sempre vemos as dificuldades que elas enfrentaram. O empreendedorismo é uma jornada cheia de altos e baixos”, relatou.

Empreendedores individuais, micro e pequenos empresários que atuam em diferentes áreas expuseram alguns dos percalços que enfrentaram e enfrentam em suas jornadas. A fisioterapeuta Izabele Monforte montou um estúdio de pilates voltado ao atendimento de crianças e jovens autistas e afirmou que a dificuldade de acesso ao crédito foi uma das principais barreiras que enfrentou no início do seu projeto.

Givaldo Campos, empresário do setor de projetos e consultorias, pontuou algumas das demandas da área e apresentou uma lista de sugestões de ações e políticas públicas para serem propostas pela CST, como o desenvolvimento de um software que reúna empreendedores e prestadores de serviço em um só lugar e a promoção de qualificação diversificada e massiva de mão-de-obra.

A CST é composta ainda por Wellington Nogueira Souto (relator), Wilson da Silva Pereira (secretário), André Luiz Teixeira (membro) e Thais Andrade Gama (membro). 

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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